segunda-feira, 24 de maio de 2010

°Brothers°

Carência. Existem várias formas de se sentir carente. A carência de um amor, de um amigo, um pai, uma mãe, uma família... Mas a minha é a carência de ter um irmão.
Não sei se alguém conseguirá entender o que estou dizendo, mas, eu tenho parado muito para pensar sobre o quanto me sinto só. Só de carinho. Não de namorado, ou de amigos, afinal eu tenho esse carinho, e agradeço muito por ele, mas o que mais me incomoda e machuca, é o fato de não ter um irmão ou irmã para poder receber esse carinho.
Não importa. Muitos dizem que ser filho único é bom e ter irmão é uma bosta, mas sabem? Eu daria tudo para ter um irmão mais velho, ou mais novo,ou talvez uma irmã, como vocês que reclamam têm. Alguém que quando eu chegasse em casa e estivesse usando algo que eu não gostaria, alguém para brigar e discutir, mas saber que no momento seguinte já estariamos fazendo as pazes e brincando um(a) com o outro(a). Alguém para poder correr e abraçar, dizendo que estava com saudades e sorrir agradecendo por estar em casa. Alguém que entrasse em meu quarto e pedisse algo emprestado, ou algum conselho, algum motivo para sorrir ou até para chorar caso desabafasse um assunto que está o(a) incomodando. Alguém que me abraçaria e agarraria caso eu estivesse quebrada, desamparada, desesperada. Que me ouviria sem julgar e sorriria para me dar apoio. Alguém que brigasse comigo, chamando-me a atenção, não por inveja, mas sim pela mais pura e sincera preocupação.
Há coisas que só uma irmã ou irmão saberia que carregaria consigo e compartilharia com o outro. Segredos que não pudessem ser contados a mais ninguém. Dores que seriam carregadas e discutidas entre si. A força que precisaria para se manter em pé quando perdesse um dos seus parentes mais queridos.
Sabe, eu vejo o relacionamento de irmãos e irmãs e , infelizmente, {Admito que me odeio por isso, mas é verdade.} tenho inveja. Tenho inveja de não poder compartilhar certas emoções que só essa pessoa entenderia. De receber um carinho caloroso de suas mãos e palavras que me fortaleceriam.
Por favor, se alguém algum dia ler isso, não ache que eu não dou valor as suas palavras. Eu dou e muito, mas o que estou dizendo e desabafando aqui, é sobre a relação entre irmãos que me faz falta e sempre fará, afinal, minha mãe não tem mais como me dar um irmãozinho ou irmãzinha...
Sabe, às vezes ela brinca e respondo como se não se importasse, mas é só uma maneira de me distanciar, de me fechar e não sentir essa dor da ausência. Da inexistencia, sabe? No fim, sempre serei carentes de irmãos de sangue. Não há mais como mudar.
Eu sei que tenho primos e primas muito queridos, amigas e amigos também, mas esse carinho que desejo, essa atenção e preocupação que tanto almejo, eu jamais conseguirei ter.

Desculpem...

Apenas mais um desabafo idiota...

sexta-feira, 21 de maio de 2010

°Dreams°

Hoje um amigo me disse para tomar cuidado.

Me falou para não me entregar demais aos meus sentimentos, pois não queria me ver mal no futuro caso algo desse errado.

Eu sei. Eu sei que a maioria dos meus sonhos pode ser impossível de se realizarem, que tem probabilidades GIGANTESCAS de não acontecerem daqui um tempo, mas acho que meu dever agora é acreditar neles.
Há pessoas que são movidas por objetivos, por energia, por ansiedade, por esperança, por desejos, mas eu sou movida pelos meus sonhos. Se não acreditar neles, sinto-me perdida, parada no tempo.
Eu sei, eu BEM sei que no fundo o medo de que elas não aconteçam existe, mas não quero deixá-lo tomar conta de mim! Eu quero acreditar que POSSO SIM realizá-los!
Acho que esse é mais um desafio que deve ser vencido. Um obstáculo que deve ser driblado. E vou fazê-lo com cada pedacinho de força que arranjar nesse meu corpo. Eu quero crer que no futuro eu irei olhar para trás e dizer: "No fim eu acreditei e tornei meu sonho realidade." Não é pura fantasia ou ingenuidade! É algo que eu acredito do fundo do meu coração, pois há algo que eu preciso acreditar para me manter em pé e é em mim que preciso acreditar agora para a realização dos meus sonhos.
Não me importa se aos olhos de terceiros isso seja loucura ou idiotice. Pouco me importa no pensamento triste desses. O que me importa é o que eu desejo para mim e não o que eles acham do meu desejo.
Tenho esperanças sim de casar com a pessoa que amo atualmente, de construir uma família ao seu lado, de viver diversas coisas com ele. Não me importa. Vou lutar por isso, mas caso algum dia ele não queira, ou algo aconteça e nos impeça de ficarmos juntos, eu assentirei com a cabeça e esboçarei o mais sincero sorriso, mesmo que nesse momento meu coração chore e berre em conseqüência de tamanha dor. Afinal, o que eu mais quero é que ele seja feliz, mesmo que tal felicidade não signifique estar ao meu lado.
Acho que quando queremos bem a alguém, devemos deixá-lo livre para escolher o que quer fazer da sua vida e que caminho gostaria de tomar. Devemos deixá-lo correr solto em nosso vasto campo, de maneira que ele desfrute a liberdade da maneira mais prazerosa possível.

Desejo do fundo do meu coração isso. Mesmo que eu saiba que sua liberdade significará a minha prisão...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

°Learn to be Lonely°

"Tem horas que...

Eu não sei o que pensar. Não sei o que falar. Eu nem sei como agir.

Por que certas horas, nos encontramos numa escuridão tão grande e que parece que não tem como sair de lá?
Palavras que são ditas que que nos machucam e por que não, também machucam os outros? Um simples 'te odeio', pode ter uma interpretação mais profunda por parte de uns. Um olhar de carinho, que acalma o coração de alguém, ou até de repreensão que nos machuca. Certos pensamentos que não sabemos julgar se são certos ou errados, ações que deveriamos tomar, mas que as vezes não tomamos. Seja por medo ou por não querer ou até querer.

O que fazer nessas horas?

Eu não sei. Mas algum dia saberei agir de forma correta para não machucar ou incomodar os outros. Ou talvez, agirei pensando duas vezes na minha ação seguinte. E pensarei, finalmente, que nada do que fiz foi em vão.

É errando que se aprende, não?

domingo, 16 de maio de 2010

°Lost°

"O som do vento entrando pela janela me acalma
Assim como a melodia da música que toca nesse momento
Antes não era bom ficar sozinha, e se sentir fraca.
Mas agora agradeço por estar aqui, sem alguém para me incomodar.
Não que não goste de presença deles, mas já faz um tempo que me sinto triste estando com muita gente.
Meu sorriso demonstra como é fácil mentir para vocês que está tudo bem.
Que estou feliz, e vocês são incapazes de perceber que isso é mentira e que faço um grande esforçor para disfarçar. Me pergunto se o problema está comigo ou com vocês e por que não com todos nós?
São tantas perguntas sem respostas que chegam a consumir meus pensamentos.
Meu coração anseia por calor, mas um calor que o preencha por inteiro.
Meu corpo anseia por um abraço, um abraço que o envolva por completo e o aconchegue no mais terno dos carinhos.
Meus cabelos anseiam por um afago, um afago de que está tudo bem e que voltará ao normal em breve.
Meu coração anseia por alguém que o entenda, que o envolva e que o acalme e por mais que eu saiba que não exista principe encantado e nem finais felizes, meus sonhos ainda se mantêm de pé, esperando por alguém que algum dia me entenda como eu sou e me ajude a ser o que eu quero ser."

Texto criado em 19/04/2009.